Cyro Pereira é um dos mais importantes nomes da história da música instrumental brasileira; está na ativa desde 1947, quando escreveu seu primeiro arranjo orquestral.

  Cyro foi o diretor de orquestra dos festivais da TV Record e, por 24 anos, permaneceu nessa emissora em programas de enorme importância como “O Fino da Bossa“ com Elis Regina e Jair Rodrigues, onde se tornou conhecido e respeitado por diferentes gerações de músicos.

  Recebeu diversos prêmios como compositor e arranjador:
Troféu Roquete Pinto (1957 e 1967), Melhor Compositor do Ano, pelo Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo (1962), prêmio da Academia Brasileira de Música por seu Concerto em Ré Maior, sobre temas de Ernesto Nazareth (1964) e prêmios como regente e arranjador no Festival Onda Nueva, em Caracas / Venezuela (1972).

  Como compositor de música erudita, teve seu quarteto de cordas estreado pelo Quarteto Municipal em 1973 e seu concertino para Zimbo Trio e Orquestra foi estreado pela Orquestra do Teatro Colón, de Buenos Aires, sob a regência de Simon Blech.
Cyro Pereira é, entretanto mais conhecido por sua parceria com Mário Albanese na criação de Jequibau, que teve dezenas de gravações no mundo inteiro.

  Ele lecionou orquestração na Unicamp e está à frente da Orquestra Jazz Sinfônica desde 1990, quando do início da Universidade Livre de Música e da criação da Jazz Sinfônica.

  “Estou muito feliz com minha profissão: ela me deu tudo o que queria“, diz Cyro Pereira, que viu seu trabalho como compositor ser coroado com a gravação do CD 50 anos de música brasileira, lançado pela gravadora Pau-Brasil, em 1997, onde reuniu seis obras de sua autoria e uma (Carinhoso) de Pixinguinha, em arranjo magistral de sua autoria.

  Em entrevista à revista Bravo, Cyro Pereira definiu o que a música representa para si: “Só vivi de música, e a música me ensinou tudo na vida“.